22 novembro, 2012

SOCIOLOGIA EM REDE


LINKS – Endereços de Portais e Blogs sobre SOCIOLOGIA:

- Acessa sociologia - http://acessasociologia.zip.net/

- Biblioteca Virtual das Ciências Sociais – Florestan Fernandes
 http://bivcs.blogspot.com/?zx=117adb6ed7776cb0

- Blog de Ricardo Festi - http://ricardofesti.blogspot.com.br/

- Blog de Roberto Mosca Jr. -  http://robertomoscajunior1972.wordpress.com/

- Café com Sociologia - http://www.cafecomsociologia.com/

- Centro de Referência virtual do Professor – Minas Gerais
http://crv.educacao.mg.gov.br/SISTEMA_CRV/index2.aspx??id_objeto=23967 

- Ciência Social Ceará - http://cienciasocialceara.blogspot.com/

- Circulo Brasileiro de Sociologia - http://circulobrasileirodesociologia.blogspot.com/

- Colégio D. Pedro II – Departamento de Sociologia -
 http://www.cp2.g12.br/UAs/se/departamentos/sociologia/index.html

- Comunidade Virtual de Antropologia - http://www.antropologia.com.br/

- Dicionário de sociologia - http://www.prof2000.pt/users/dicsoc/

- Ensino de sociologia -  https://ensinosociologia.milharal.org/

- Estágio: Ensino de sociologia - http://pimentalab.net/blogs/estagio1/sobre-o-site/

- Hemeroteca digital brasileira - http://hemerotecadigital.bn.br/

- Informe e crítica - http://informecritica.blogspot.com/

- Laboratório de Ensino de Sociologia (LES) – USP - http://www.ensinosociologia.fflch.usp.br/

- Laboratório de Ensino de Sociologia Florestan Fernandes - UFRJ
 http://www.labes.fe.ufrj.br/

- LEFIS – Laboratório interdisciplinar de ensino de Filosofia e Sociologia: http://www.sed.sc.gov.br/lefis/

- Mangue Sociológico - http://manguevirtual.blogspot.com/

- Mutirão de Sociologia - http://www.mutiraodesociologia.com.br/

- Oficina Sociológica - http://oficinasociologica.blogspot.com/

- Professores de Sociologia do Ceará: http://sociologiaceara.blogspot.com/

- Que Cazzo é Esse?!! - http://quecazzo.blogspot.com/


- Sociologia do Professor Denis Wesley
http://aprendendoapensarcomasociologia.wordpress.com/

- Sociologia em rede - http://sociologiaemrede.ning.com/

- Sociologia em Teste - http://sociologiaemteste.blogspot.com/


- Sociologia Extreme - http://sociologiaextreme.blogspot.com/ -



15 novembro, 2012

Ciências Sociais: Onde estão e para onde vão?‏


Cientistas sociais discutem avanços e perspectivas de suas áreas em evento na Academia Brasileira de Ciências. O diretor-presidente do Instituto Ciência Hoje, Renato Lessa, faz um balanço sobre o pensamento político no país e lança desafios ao campo.


As ciências sociais – muitas vezes tratadas como um bloco homogêneo, principalmente quando contrapostas às ciências ditas ‘duras’ – são múltiplas: debruçam-se sobre fenômenos distintos, possuem metodologias específicas e trilham caminhos nem sempre convergentes.
Qualquer tentativa de fazer um balanço do campo deve necessariamente levar em conta essa diversidade. Foi o caso da mesa-redonda sobre ciências sociais realizada no âmbito do simpósio ‘Avanços e Perspectivas da Ciência no Brasil, América Latina e Caribe’, promovido pela Academia Brasileira de Ciências na semana passada, no Rio de Janeiro.
Coordenada pelo historiador José Murilo de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a mesa reuniu sociólogo, antropólogo e cientista político para uma reflexão conjunta – mas setorizada – de áreas que lutam para demarcar território na arena científica e, ao mesmo tempo, não abrem mão – ou não deveriam abrir, na opinião dos participantes – de seu caráter interpretativo intrínseco.
Fonte:
http://cienciahoje.uol.com.br/instituto-ch/destaques/2012/11/onde-estao-e-para-onde-vao

30 outubro, 2012

BLOGS sobre SOCIOLOGIA


Em nove meses o (Socio)lizando recebeu 40 mil visualizações. Criado para ser um instrumento pedagógico nas aulas de Sociologia do ensino médio, os números e os locais de acesso provaram que o Blog transformou-se numa referência para alunos e professores que buscam atividades e conteúdos de sociologia. Oito das dez primeiras palavras-chaves na busca pelo blog referiam-se a “atividades de sociologia”.

Estatística do Blog. 29 outubro 2012

Dentre os posts mais visitados, os quatros primeiros foram atividades voltadas aos alunos. Entretanto, na quinta posição está a “Atividade sobre Etnocentrismo”, a mais visitada pelos internautas não-alunos. Há uma dificuldade em trabalhar esse tema em sala de aula e em elaborar boas atividades, o que explica a alta procura por ele. Textos complementares do conteúdo programático da disciplina também estiveram entre os mais visualizados.
Contamos com visitas de internautas de outros países como EUA e Portugal, ambos com mais de 300 visualizações. Em seguida, estão na lista Japão, Itália, Argentina, El Salvador, França e Angola. Foram mais de 20 países que infelizmente não temos como avaliar de forma qualitativa os acessos – mas, provavelmente, muitos deles devem-se a busca por imagens.

O principal veículo de divulgação e acesso ao Blog foi o FACEBOOK.  
Mas também foram importantes as plataformas de busca e outros sites/blogs, tais como:


O blog ganhou destaque como Projeto Referência no “Programa Acessa Escola da Secretaria do Estado de São Paulo”:


Levando-se em consideração as características e potencialidades adquiridas pelo Blog nestes meses iniciais, fizemos algumas alterações para deixá-lo mais dinâmico e atender nossos objetivos futuros: criamos os Menus “Aluno” e “Conteúdo Programático”, separando desta forma os posts de atividades aos alunos e os conteúdos programáticos da disciplina . Também eliminamos alguns Wedgets que ficavam na lateral direita do blog, deixando seu visual mais limpo.

* * *

Para finalizar, gostaríamos de reforçar que o (Socio)lizando, enquanto instrumento pedagógico e reflexivo da disciplina de Sociologia, se filia a tradição crítica à sociedade capitalista. Contra todas as atuais tendências positivistas, cientificistas e obscurantistas que tentam camuflar a totalidade concreta, buscamos dissecá-la com o pensamento crítico. Nossa referência teórica é o marxismo, pela sua capacidade em explicar o mundo e apontar uma caminho de superação. Nestes próximos meses, esperamos, sem dogmatismo, contribuir no aprofundamento de um pensamento que vá nessa perspectiva.

25 setembro, 2012

DOCSPRIMUS - Documentários





DOCSPRIMUS





Um blog com muitos documentários que pode interessar aos professores. 
Endereço: http://docsprimus.blogspot.com.br/


Esse blog é uma iniciativa totalmente sem fins lucrativos, que tem a proposta pedagógica e humanista de compartilhar informação de qualidade gratuitamente. Acreditamos que a informação, sua livre comunicação e compartilhamento são direitos universais, fundamentais para a conscientização e transformação de diversos problemas que enfrentamos enquanto civilização em crise.

18 setembro, 2012

SOCIÓLOGOS NA CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES.


Descrição das Atividades dos SOCIÓLOGOS segundo tabela CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE OCUPAÇÕES.
 
E outras informações, acesse:



2511 :: Profissionais em pesquisa e análise antropológica sociológica


Títulos
2511-05 - Antropólogo
Paleetnólogo
 
2511-10 - Arqueólogo
 
2511-15 - Cientista político
Cientista social
 
2511-20 - Sociólogo
 


Descrição Sumária
Realizam estudos e pesquisas sociais, econômicas e políticas; participam da gestão territorial e sócio-ambiental; estudam o patrimônio arqueológico; gerem patrimônio histórico e cultural. Realizam pesquisa de mercado. Participam da elaboração, implementação e avaliação de políticas e programas públicos; organizam informações sociais, culturais e políticas. Elaboram documentos técnico-científicos.

2511 :: Profissionais em pesquisa e análise antropológica sociológica


Condições gerais de exercício
Trabalham, predominantemente, em órgãos da administração pública e em organismos e departamentos de pesquisas da esfera pública e privada, como estatutários ou assalariados com carteira assinada. Trabalham de forma individual ou em equipe interdisciplinar, sem supervisão, em ambientes fechados ou a ceu aberto, em horário diurno. Em algumas atividades podem estar sujeitos ao trabalho sob pressão que pode ocasionar estresse.


Formação e experiência
O exercício dessas ocupações requer curso superior completo na área de atuação.

2511 :: Profissionais em pesquisa e análise antropológica sociológica


     Abrir todosAbrir todosAbrir todos      Fechar todosFechar todosFechar todos
OrdemGACAtividades
Abrir
A
REALIZAR ESTUDOS E PESQUISAS SOCIAIS, ECONÔMICAS E POLÍTICAS
...
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B
PARTICIPAR DA GESTÃO TERRITORIAL E SÓCIO-AMBIENTAL
...
Abrir
C
ESTUDAR O PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO
...
Abrir
D
GERIR PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL
...
Abrir
E
REALIZAR PESQUISA DE MERCADO
...
Abrir
F
PARTICIPAR DA ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS E PROGRAMAS PÚBLICOS
...
Abrir
G
ORGANIZAR INFORMAÇÕES SOCIAIS, CULTURAIS E POLÍTICAS
...
Abrir
H
AVALIAR POLÍTICAS E PROGRAMAS PÚBLICOS
...
Abrir
I
ELABORAR DOCUMENTOS TÉCNICO-CIENTÍFICOS
...
* As reticências (...) indicam que a GAC possui atividades. Clique sobre o mais (+) para expandir.
Clicando-se em cada Área é possível listar as atividades. 


2511 :: Profissionais em pesquisa e análise antropológica sociológica


Competências Pessoais
1
Demonstrar capacidade de síntese
2
Demonstrar rigor científico
3
Demonstrar capacidade analítica
4
Capacidade de formulação teórica
5
Mediar conflitos
6
Trabalhar em equipe
7
Trabalhar em situações adversas
8
Demonstrar capacidade de observação, descrição e registro
9
Demonstrar sensibilidade na compreensão de valores e motivações

Todos os direitos reservados MTE 1997-2007 - Política de Privacidade - Condiçõe

14 setembro, 2012

Mercado de trabalho para Antropólogos é o pior...

DE SÃO PAULO

A página on-line da revista norte-americana Kiplinger fez uma lista dos cursos que rendem os piores salários entre graduados de universidades nos EUA.
O pior curso para uma carreira bem sucedida é antropologia, que tem uma taxa de desemprego de 6,9% e um salário médio anual de U$ 40 mil.
O site usou a base de dados do site Payscale e do centro sobre educação e trabalho da universidade de Georgetown.
Veja o ranking das carreiras com piores salários e taxas de desemprego que a Kiplinger formulou para cursos de graduação nos EUA. 
A lista é:
1. Antropologia
2. Artes
3. Filme e fotografia
4. Filosofia e estudos religiosos
5. Design gráfico
6. Artes de estúdio
7. Artes liberais
8. Artes cênicas e teatro
9. Sociologia
10. Inglês
Os critérios para considerar uma profissão como piores carreiras é uma combinação entre salários baixos e altas taxas de desemprego.

13 setembro, 2012

Ensino da Sociologia para Profissionais da Área


Comissão aprova projeto que limita ensino da sociologia a profissionais da área

12/09/2012 18:12
A Comissão de Educação da Câmara aprovou proposta (PL1446/11) que altera a legislação que rege a profissão de sociólogo para garantir que o ensino de sociologia seja exclusivo desses profissionais. A legislação vigente não prevê essa exclusividade.
Para o autor da proposta, deputado Chico Alencar, do PSOL do Rio de Janeiro, a medida vai garantir qualidade para as aulas de sociologia ministradas em escolas de ensino médio ou superior.
O relator da proposta na comissão, deputado Luiz Noé, do PSB do Rio Grande do Sul, informou que as instituições de ensino terão um prazo de cinco anos, após a aprovação da lei, para se adaptarem a essa obrigatoriedade. O deputado acredita que esse prazo é suficiente para que mais jovens se formem nessa área.
Luiz Noé destaca que a matéria ministrada por profissionais formados em sociologia vai garantir mais qualidade às aulas.
"Nós vamos fazer com que as pessoas, principalmente as crianças, comecem a entender a sociedade onde vivem e a entender as suas relações e as suas articulações políticas e sociais e sem dúvida nenhuma comportamentais."
O presidente da Federação Nacional dos Sociólogos, Ricardo Antunes, é favorável ao projeto que representa, segundo ele, um ganho tanto para os profissionais quanto para a sociedade.
"Você vai ter um profissional com formação adequada com todo o currículo aí que versa a sociologia e as ciências sociais com esse cabedal, com toda essa bagagem para poder ministrar aula, no caso do ensino médio."
O projeto que torna exclusivo para sociólogos o ensino de sociologia ainda vai ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovado, pode seguir para apreciação do Senado.
De Brasília, Karla Alessandra.

    Ensinar Sociologia, é com Sociólogos!

    [AVISO] Comissão aprova competência exclusiva para ensinar Sociologia - 06/09/2012

    Percebam que o PL tem dois marcos de extrema relevância para o licenciado em sociologia/ciências sociais. 

    Primeiro porque acrescenta licenciatura em "Ciência Sociais" para se lecionar sociologia (deixando claro nos editais de concurso público que, para lecionar sociologia é necessário que se tenha licenciatura em sociologia ou ciências sociais) e segundo porque estende para o nível superior, ou seja, para lecionar sociologia/ciências sociais no nível superior, é preciso que se tenha graduação e/ou licenciatura em Sociologia/Ciências Sociais.

    * * * 
    Em função de algumas dúvidas dos usuários reenvio as bases de dados dos cursos de Ciências Sociais do Brasil.

    Destaco que nelas estão contidas informações sobre todos os cursos do país (presenciais e à distância, bacharelados e licenciaturas) que se encontram em atividade.

    Total de cursos = 228
    Total de bacharelados = 110
    Total de licenciaturas = 118

    25 agosto, 2012

    Futuro reprovado - CRISTOVAM BUARQUE


    O Brasil foi reprovado no vestibular para o futuro. Porque o futuro tem a cara de sua escola no presente. Nas últimas séries do nosso ensino fundamental - as escolas públicas, onde estuda a maior parte de nossos alunos -, a média do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi de 3,9. As escolas particulares foram aprovadas, mas com a sofrível nota 6. A média ponderada pelo número de alunos é de 4,1, envolvendo 1,8 milhão de alunos nas particulares com a média 6,0, e 12,4 milhões de alunos, nas públicas, com média 3,9.


    No ensino médio, a média ponderada, incluindo as particulares é de 3,7.

    Além da reprovação geral, o Ideb mostra que o Brasil é dividido pela desigualdade na educação dos filhos dos pobres e dos filhos das classes médias e altas. Na mesma semana, o "Jornal Nacional", da Rede Globo, mostrou a situação de nossas escolas, passando a sensação de que assistíamos a notícias de um terremoto, que está a devastar nosso futuro. Outro programa, o "CQC", da Rede Band, mostrou escolas em uma cidade do Piauí, certamente piores do que as piores do mundo. Foi possível ver o futuro. E não pareceu bonito.

    Apesar disso, o MEC comemorou os resultados e ainda divulgou nota à imprensa, no dia 14 de agosto, dizendo que "o Brasil tem motivos a comemorar". O ministro está no cargo há apenas oito meses e não tem culpa por este desempenho, mas deveria reconhecer a tragédia, a vergonha e convencer a presidente da República a fazer pela educação o esforço que vem fazendo na economia. A presidente precisa entender a gravidade da falta de infraestrutura educacional, ainda maior do que foi a falta de infraestrutura física, e convocar todo o país a se empenhar por uma urgente revolução na educação de base. Enquanto o Brasil traça meta para o Ideb alcançar a nota 6,0 em 2021, a China está programando voo tripulado à Lua, antes de 2020.

    Análise cuidadosa mostra que, na média, as escolas públicas federais se saem melhor do que as particulares. A melhor nota, 8,6, foi obtida por duas escolas particulares: Escola Santa Rita de Cássia e Escola Carmélia Dramis Malaguti conseguiram o primeiro lugar com nota 8,6. Logo em seguida uma federal; o Colégio de Aplicação da UFPE teve nota 8,1; e a média das públicas federais do ensino fundamental (6,3) foi superior à das escolas particulares (6,0).

    Isso mostra que o caminho para fazer a revolução educacional que o Brasil precisa passa pela ampliação da presença federal na educação básica. A federalização exige um ministério para cuidar apenas da educação básica; a implantação de uma carreira federal para os professores; e a responsabilidade da União sobre a qualidade de cada escola, todas em horário integral. Isso pode ser feito por cidade, chegando a todo o Brasil no prazo de 20 anos.

    Isto pode ser feito. Até porque o futuro tem a cara de sua escola no presente. E a cara de nossas escolas mostra um futuro reprovado.


    O GLOBO
    25/08/2012

    12 junho, 2012

    Sociólogos & Sociologia

    Na linha de frente

    Desde a obrigatoriedade legal do ensino de Sociologia, estimamos que mais de trinta mil professores atuam nas escolas de Ensino Médio no País. Nesta entrevista, conversamos com o sociólogo e professor Márcio Franco
    Por Lejeune Mato Grosso de Carvalho



    Sociólogo e professor de Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Márcio Franco possui pós-graduação em Educação Ambiental, em Psicopedagogia e em Gestão Educacional. Fez mestrado em Educação na UERJ e mestrado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana. Leciona Sociologia, Geografia e disciplinas pedagógicas na Educação Básica e Superior. Atualmente, leciona na Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e na Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro. É diretor do Sindicato dos Sociólogos do Estado do RJ.

    CONTE-NOS SUA TRAJETÓRIA COM RELAÇÃO À OPÇÃO DE TORNAR-SE SOCIÓLOGO E AO MESMO TEMPO PROFESSOR DE SOCIOLOGIA.
    Todos os testes vocacionais que fiz, antes de entrar na faculdade, apresentaram inclinações para todas as áreas: saúde, humanas e tecnológica. As psicólogas e pedagogas que me entrevistavam, depois de aplicados os testes, sempre se mostraram intrigadas com isso. Eu também nunca me considerei com inclinação para uma área específica. Quando chegou a ocasião da inscrição no vestibular, após o estudo da matriz curricular de quase todos os cursos, percebi que o de Ciências Sociais, em especial o da UERJ, era o mais amplo. Tínhamos Sociologia, Antropologia e Ciência Política durante os quatro anos do curso, três anos de Economia, dois de História Geral, um de História do Brasil, História da Arte, Relações Internacionais, Geografia e Psicologia Social, e outras disciplinas, como Metodologia da Pesquisa, Estatística, Matemática, etc., além das disciplinas de Pedagogia, na licenciatura. O bacharelado podia ser feito concomitantemente com a licenciatura. Aí não tive dúvidas: optei por Ciências Sociais.

    COMO VOCÊ TEM CONHECIMENTO, TRAVAMOS UMA LUTA QUE DUROU 11 ANOS - 1997 A 2008 - PARA MUDAR A LDB DE FORMA A DAR-LHE UMA REDAÇÃO ENFÁTICA SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO ENSINO DA SOCIOLOGIA NAS ESCOLAS DE NÍVEL MÉDIO. QUE BALANÇO VOCÊ FAZ SOBRE ISSO EM PLANO NACIONAL?
    A Lei que emendou a LDB, de nº 11.684 de 2008, que torna o ensino de Sociologia obrigatório nos três anos do Ensino Médio, foi sem dúvida, uma importante conquista. Passados esses primeiros anos, penso que é necessário que seja feito um amplo levantamento para podermos saber a situação da implantação da Sociologia nos estados. Precisamos saber qual é o currículo, número de horas/ aula, condições de trabalho desses professores (as), o seu perfil, qual a posição deles quanto aos livros didáticos aprovados pelo MEC. Considero que é necessário que os alunos opinem sobre o ensino de Sociologia. Em outras palavras, precisamos fazer um estudo sério para sabermos como anda o ensino de Sociologia na Educação Básica pelo Brasil.

    Lamentavelmente, depois de mais de 20 anos de luta, no dia 1º de
    dezembro de 2011, a sociedade fluminense viu publicada no Diário
    Oficial do Estado a redução da carga horária das disciplinas de Sociologia
    e Filosofia a partir de 2012, comprometendo seriamente a qualidade
    do trabalho duramente desenvolvido por docentes e discentes da rede estadual

    COMO ANDA A IMPLANTAÇÃO DAS AULAS DE SOCIOLOGIA NO ESTADO DO RJ ? FALE-NOS SOBRE A CARGA HORÁRIA SEMANAL, PROGRAMA, FORMAÇÃO DOCENTE, REMUNERAÇÃO.
    A disciplina de Sociologia, no Ensino Médio, existe desde 1989 quando foi promulgada a Constituição Estadual. Contudo, ela não era obrigatória nos três anos do Ensino Médio, nem no setor privado de ensino. Ela só era ministrada nas redes públicas, mantidas pelo governo do Estado, no Ensino Médio regular, nas escolas da Secretaria de Educação (SEEDUC), e no Ensino Médio técnico, nas escolas da Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC). Em 2008, ano de fundação do SINDSERJ, realizamos uma Audiência Pública na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado, a ALERJ, para debatermos a obrigatoriedade da Sociologia nos três anos, que contou com a participação do Sinpro-Rio - Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro, SEPE/RJ - Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado e da APSERJ - Associação Profissional dos Sociólogos. No mesmo ano, promovemos na FAETEC um fórum de entidades para discutir essa questão.


    A ENTREVISTA CONTINUA:


    http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/40/artigo256330-1.asp

    26 maio, 2012


    "A Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais - ABECS foi fundada em assembleia no dia 11 de maio de 2012. Um projeto há muito desejado que se concretiza com apoios decisivos de pesquisadores e docentes de mais de 12 estados da federação e de todos os segmentos de ensino. A ABECS é uma instituição em defesa da promoção e da qualificação do ensino de ciências sociais e sua fundação se deu pelo esforço concentrado de muitos colegas dedicados, por iniciativa própria e voluntariado, desde a concepção até mesmo ao rateio das despesas, pois que não contou com nenhum tipo de apoio financeiro. E foi concebida e criada por meio de um processo democrático e transparente que envolveu profissionais altamente comprometidos com seu objeto, além da participação intensa de docentes da educação básica. Portanto, desde sua fundação cumpre com seus objetivos afirmados no manifesto de seu lançamento.
    Em breve a gravação da assembleia de fundação estará disponível online para o conhecimento de todos. Assim como estarão disponíveis para conhecimento de todo(a)s a Ata de Fundação, o Estatuto e a ficha de associação com as devidas orientações. O site da associação está em construção, assim como o projeto de sua revista. Há comissões específicas trabalhando para isso e assim que disponíveis repassarei as informações.
    Agradecemos aos que contribuíram para que este projeto se tornasse uma realidade. Agora temos muito trabalho pela frente, rumo ao I Congresso ABECS, em Aracajú, abril do próximo ano. Participem!
    À Direção pro tempore eleita, nossos votos de sucesso ante os desafios que enfrentarão. A todo(a)s nossos agradecimentos.
    Em anexo, foto da Direção pro tempore, ao final da assembleia de fundação. A Direção pro tempore conta com docentes e pesquisadores da educação básica e do ensino superior, de diferentes estados da federação:

    Presidente: Amurab Oliveira - AL
    1º Vice presidente: Thiago Ingrassia - RS
    2º Vice presidente: Sônia Jobm - RJ
    Tesoureiro: Fabson Calixto - AL
    Secretária Executva: Tania Magno - SE
    Secretária Adjunta: Elinete Aquino - RJ
    Secretário Adjunto: Rodolfo Feitosa - PE
    Comissão de Legislação e Recursos: Amaury Moraes - SP
    Comissão de Formação Docente: Luiz Fernandes - RJ
    Comissão do Portal: Nelson Tomazzi - PR
    Comissão Revista: Adélia Miglievch - ES
    Comitê de Ética: Maykon Almeida - RJ
    Conselho Fiscal:
    1º Titular: Flávio Sarandy - RJ
    2º Titular: Eleanor Palhano - PA
    3º Titular: Luis Fernando - RS
    1º Suplente: Fátima Ivone - RJ
    2º Suplente: Nalayne Pinto - RJ"

    * * * 
    "Perguntas e Respostas sobre a Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais

    O que é a Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais?
    A Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais ou ABECS é uma associação civil cuja finalidade maior é promover o ensino de ciências sociais no Brasil.O propósito da ABECS, de acordo com o Manifesto de lançamento desta iniciativa, é agregar professores da educação básica àqueles das universidades que estejam interessados ou preocupados com o ensino das ciências sociais, em todos os segmentos educacionais. Além de criar canais de comunicação entre estes professores propõe-se realizar uma ponte entre educação básica e universidade. Parte-se da ideia que não há nenhuma organização brasileira que trate especificamente desta questão e ao mesmo tempo integre todos os professores de todos os segmentos de ensino. Por isso, a ABECS deve integrar como seus associados os professores da educação básica, dos cursos de graduação e de pós-graduação em ciências sociais e afins, e também em caráter temporário, até que se tornem professores, os graduandos e pós-graduandos nestas áreas.

    Qual ou quais o(s) objetivo(s) da ABECS?
    De acordo com a proposta de estatuto a ser aprovada em Assembelia de Fundação da ABECS, constituem objetivos da associação:
    A ABECS não é um sindicato. A ABECS é uma associação civil.
    Cabe observar, em primeiro lugar, que o artigo 511 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT distingue entre associação profissional e sindicato. Sobretudo se a interpretação se der em conjunto com o artigo 53 do Código Civil Brasileiro e a doutrina jurídica estabelecida. Assim, é possível a criação de uma associação profissional em um setor econômico, ainda que já exista um sindicato do mesmo setor. A principal diferença, no entanto, é que a associação profissional não representará a categoria, vale dizer, não assinará convenções trabalhistas nem receberá contribuição sindical, pois que representa somente os seus associados e não "toda a categoria", como o sindicato. A finalidade de uma associação profissional, segundo a legislação vigente, é de fomentar estudos e atuar em defesa dos interesses profissionais, em nosso caso, a promoção e a qualificação do ensino das ciências sociais em todos os segmentos do ensino. Como reza a CLT, em seu artigo 511, “É lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores autônomos, ou profissionais liberais, exerçam, respectivamente, a mesma atividade ou profissão ou atividade ou profissões similares ou conexas”. Em conjunto com o artigo 53, tem a doutrina jurídica acolhido o conceito de associação profissional como voltada a objetivos de interesse profissional, porém sem poder de representação da categoria perante o Estado e distinta de sindicato.Entretanto, para o nosso entendimento comum e para além das classificações terminológicas basta compreendermos que a ABECS é uma associação civil.A ABECS, portanto, é pessoa jurídica de direito civil com escopo, objetivos e normas específicas, em atenção aos princípios e normas constitucionais e ao Código Civil. De um ponto de vista jurídico, portanto, define-se como associação civil. Do um ponto de vista de seu objeto define-se como uma associação científica (ou acadêmica, compreendida aqui a expressão "acadêmica" como "relativa ao ensino"), cujas finalidades estão estabelecidas em sua proposta de estatuto, como normatiza o Código Civil. E não sendo um sindicato, a associação a ser fundada não pretende - porque, inclusive, não poderia pretender - representar a categoria dos cientistas sociais ou dos professores de ciências sociais ou de sociologia, porém representar os seus associados, que por vontade e decisão individual se associarem. Isso não significa que a associação não trabalhará para todos os professores de ciências sociais, de todos os segmentos de ensino, pois na medida em que atuar na defesa do ensino das ciências sociais, incluída aqui a sociologia como disciplina do ensino médio, e na medida em que atuar para a qualidade deste ensino, beneficiará a todos, indistintamente e independente de serem associados ou não. Mas não poderá juridicamente, nem é seu propósito, falar em nome dos profissionais da categoria, o que já foi previsto em seu projeto original e no Manifesto de lançamento desta iniciativa.
    A ABECS não é um sindicato. A ABECS é uma associação civil.
    Cabe observar, em primeiro lugar, que o artigo 511 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT distingue entre associação profissional e sindicato. Sobretudo se a interpretação se der em conjunto com o artigo 53 do Código Civil Brasileiro e a doutrina jurídica estabelecida. Assim, é possível a criação de uma associação profissional em um setor econômico, ainda que já exista um sindicato do mesmo setor. A principal diferença, no entanto, é que a associação profissional não representará a categoria, vale dizer, não assinará convenções trabalhistas nem receberá contribuição sindical, pois que representa somente os seus associados e não "toda a categoria", como o sindicato. A finalidade de uma associação profissional, segundo a legislação vigente, é de fomentar estudos e atuar em defesa dos interesses profissionais, em nosso caso, a promoção e a qualificação do ensino das ciências sociais em todos os segmentos do ensino. Como reza a CLT, em seu artigo 511, “É lícita a associação para fins de estudo, defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores autônomos, ou profissionais liberais, exerçam, respectivamente, a mesma atividade ou profissão ou atividade ou profissões similares ou conexas”. Em conjunto com o artigo 53, tem a doutrina jurídica acolhido o conceito de associação profissional como voltada a objetivos de interesse profissional, porém sem poder de representação da categoria perante o Estado e distinta de sindicato.Entretanto, para o nosso entendimento comum e para além das classificações terminológicas basta compreendermos que a ABECS é uma associação civil.A ABECS, portanto, é pessoa jurídica de direito civil com escopo, objetivos e normas específicas, em atenção aos princípios e normas constitucionais e ao Código Civil. De um ponto de vista jurídico, portanto, define-se como associação civil. Do um ponto de vista de seu objeto define-se como uma associação científica (ou acadêmica, compreendida aqui a expressão "acadêmica" como "relativa ao ensino"), cujas finalidades estão estabelecidas em sua proposta de estatuto, como normatiza o Código Civil. E não sendo um sindicato, a associação a ser fundada não pretende - porque, inclusive, não poderia pretender - representar a categoria dos cientistas sociais ou dos professores de ciências sociais ou de sociologia, porém representar os seus associados, que por vontade e decisão individual se associarem. Isso não significa que a associação não trabalhará para todos os professores de ciências sociais, de todos os segmentos de ensino, pois na medida em que atuar na defesa do ensino das ciências sociais, incluída aqui a sociologia como disciplina do ensino médio, e na medida em que atuar para a qualidade deste ensino, beneficiará a todos, indistintamente e independente de serem associados ou não. Mas não poderá juridicamente, nem é seu propósito, falar em nome dos profissionais da categoria, o que já foi previsto em seu projeto original e no Manifesto de lançamento desta iniciativa.
    (...)

    Que ações estão originalmente previstas no projeto da ABECS?
    Conforme o Manifesto de lançamento desta iniciativa, propõe-se como ações básicas:
    (...)
    O projeto ABECS prevê originalmente ser uma estrutura administrativa pequena e ágil no nível nacional e criar Unidades Regionais, que tenham maior presença na vida dos professores e possam atuar mais diretamente nas questões que surgirem. Em muitos estados será possível criar mais de uma Unidade Regional, devido ao número de universidades e escolas do ensino médio e mesmo levando em conta a diversidade regional e a questão espacial. A ideia é que as Unidades Regionais sejam autônomas e possam trabalhar sem o controle nacional e com muita independência, pois que as ações da ABECS deverão ser locais e de interesse local e/ ou nacional. A ABECS, como associação científica, logo, associação civil, prevê um trabalho administrativo descentralizado, enraizado localmente, e por iniciativa dos próprios associados. Portanto, as Unidades Regionais serão criadas onde os associados de cada localidade decidirem por iniciativa e esforço próprio. Não haverá imposição e decisões "de cima pra baixo", a não ser no que se refere ao estatuto da associação, que será válido para todos os associados e, portanto, para todas as Unidades Regionais. Às Unidades Regionais, como instância de ação da ABECS, cabem definir como implementar os objetivos da associação. A direção da associação, em nível nacional, será constituída por sistema colegiado com a participação de representantes de cada Unidade Regional. Para constituir uma Unidade Regional os associados deverão se reunir em suas localidades, discutirem os objetivos da associação e um plano de ações e, por fim, proporem sua criação de acordo com o que for estipulado em estatuto.


    Como se iniciou o processo de criação desta associação?
    Um grupo de professores e pesquisadores, da educação básica e do ensino superior, todos há muito envolvidos com a defesa, o ensino, a formação docente e a pesquisa acadêmica no âmbito da sociologia como disciplina do ensino médio, alguns membros ou ex-membros da antiga Comissão de Ensino da SBS, decidiram propor a iniciativa, que vinha sendo cogitada há alguns anos por diversos profissionais da área, e buscaram mobilizar tanto quanto possível os demais colegas para integrarem este projeto. Este mesmo grupo elaborou e assinou o Manifesto que lançou a iniciativa, disponível online.

    Quem está organizando o processo de criação da Associação?
    Em primeiro lugar, constituíram organizadores da associação os que originalmente assinaram o Manifesto que lançou a proposta da associação. Entretanto, como desde o início foi criado um grupo virtual, no Google Grupos, para que docentes e pesquisadores de todos os segmentos de ensino e de de todos os estados do país, que estivessem interessados, pudessem participar, decidiu-se que por iniciativa própria e individual e por consenso no próprio grupo virtual, colegas se apresentassem para coordenar o trabalho organizativo. Assim foi sendo constituída uma divisão de trabalho e os próprios integrantes do grupo virtual foram assumindo as tarefas necessárias à fundação da associação. Diversas questões foram debatidas e decididas, inclusive por eleição virtual, pela totalidade dos integrantes do grupo virtual, a exemplo de seu nome, da cidade sede da fundação da associação, das instituições que ficariam responsáveis pelo trabalho prático-operacional e pelo fornecimento de local adequado para a fundação da associação. Assim foi proposto o Colégio Pedro II por razão simbólica. Do mesmo modo os colegas da UFRRJ se apresentaram com a possibilidade de acolher o evento de fundação com infra-estrutura institucional. Localmente, na cidade escolhida para a fundação, foi constituída uma comissão de apoio local com a finalidade de elaborar uma programação para o evento de fundação, dado que tal tarefa implicou em conversar com as pessoas das instituições que ofereceram as condições materiais para o evento de fundação, no caso, a UFRRJ e o Colégio Pedro II. Assim que a programação foi concluída, foi apresentada no grupo virtual para deliberação e aprovada. Portanto, todos os que fazem parte do grupo virtual, em princípio, constituem os organizadores, os autores da concepção e os responsáveis pela fundação da associação, ainda que a inciativa da associação tenha nascido de um projeto proposto à discussão e à aceitação voluntária, ainda que nem todos tenham oferecido contribuições diretas e específicas, ainda que nem todos tenham assumido tarefas e responsabilidades de coordenação dos debates sobre aspectos da organização da associação e ainda que nem todos tenham assumido funções práticas de organização do evento de fundação. As funções de operacionalização prática do evento de fundação (dos debates e, principalmente, da Assembleia de Fundação da associação) ficaram sob a responsabilidade dos colegas das instituições que forneceram as condições institucionais e materiais para a fundação da associação, com o apoio, mais uma vez, voluntário, de quem se dispôs a ajudar. Todas as contribuições para a organização e fundação da associação tem sido enviadas diretamente ao grupo virtual e neste âmbito discutidas, apreciadas e deliberadas. (...)".
    Um grupo de professores e pesquisadores, da educação básica e do ensino superior, todos há muito envolvidos com a defesa, o ensino, a formação docente e a pesquisa acadêmica no âmbito da sociologia como disciplina do ensino médio, alguns membros ou ex-membros da antiga Comissão de Ensino da SBS, decidiram propor a iniciativa, que vinha sendo cogitada há alguns anos por diversos profissionais da área, e buscaram mobilizar tanto quanto possível os demais colegas para integrarem este projeto. Este mesmo grupo elaborou e assinou o Manifesto que lançou a iniciativa, disponível online.


    Quem está organizando o processo de criação da Associação?
    Em primeiro lugar, constituíram organizadores da associação os que originalmente assinaram o Manifesto que lançou a proposta da associação. Entretanto, como desde o início foi criado um grupo virtual, no Google Grupos, para que docentes e pesquisadores de todos os segmentos de ensino e de de todos os estados do país, que estivessem interessados, pudessem participar, decidiu-se que por iniciativa própria e individual e por consenso no próprio grupo virtual, colegas se apresentassem para coordenar o trabalho organizativo. Assim foi sendo constituída uma divisão de trabalho e os próprios integrantes do grupo virtual foram assumindo as tarefas necessárias à fundação da associação. Diversas questões foram debatidas e decididas, inclusive por eleição virtual, pela totalidade dos integrantes do grupo virtual, a exemplo de seu nome, da cidade sede da fundação da associação, das instituições que ficariam responsáveis pelo trabalho prático-operacional e pelo fornecimento de local adequado para a fundação da associação. Assim foi proposto o Colégio Pedro II por razão simbólica. Do mesmo modo os colegas da UFRRJ se apresentaram com a possibilidade de acolher o evento de fundação com infra-estrutura institucional. Localmente, na cidade escolhida para a fundação, foi constituída uma comissão de apoio local com a finalidade de elaborar uma programação para o evento de fundação, dado que tal tarefa implicou em conversar com as pessoas das instituições que ofereceram as condições materiais para o evento de fundação, no caso, a UFRRJ e o Colégio Pedro II. Assim que a programação foi concluída, foi apresentada no grupo virtual para deliberação e aprovada. Portanto, todos os que fazem parte do grupo virtual, em princípio, constituem os organizadores, os autores da concepção e os responsáveis pela fundação da associação, ainda que a inciativa da associação tenha nascido de um projeto proposto à discussão e à aceitação voluntária, ainda que nem todos tenham oferecido contribuições diretas e específicas, ainda que nem todos tenham assumido tarefas e responsabilidades de coordenação dos debates sobre aspectos da organização da associação e ainda que nem todos tenham assumido funções práticas de organização do evento de fundação. As funções de operacionalização prática do evento de fundação (dos debates e, principalmente, da Assembleia de Fundação da associação) ficaram sob a responsabilidade dos colegas das instituições que forneceram as condições institucionais e materiais para a fundação da associação, com o apoio, mais uma vez, voluntário, de quem se dispôs a ajudar. Todas as contribuições para a organização e fundação da associação tem sido enviadas diretamente ao grupo virtual e neste âmbito discutidas, apreciadas e deliberadas. (...)".

    Quem está organizando o processo de criação da Associação?
    Em primeiro lugar, constituíram organizadores da associação os que originalmente assinaram o Manifesto que lançou a proposta da associação. Entretanto, como desde o início foi criado um grupo virtual, no Google Grupos, para que docentes e pesquisadores de todos os segmentos de ensino e de de todos os estados do país, que estivessem interessados, pudessem participar, decidiu-se que por iniciativa própria e individual e por consenso no próprio grupo virtual, colegas se apresentassem para coordenar o trabalho organizativo. Assim foi sendo constituída uma divisão de trabalho e os próprios integrantes do grupo virtual foram assumindo as tarefas necessárias à fundação da associação. Diversas questões foram debatidas e decididas, inclusive por eleição virtual, pela totalidade dos integrantes do grupo virtual, a exemplo de seu nome, da cidade sede da fundação da associação, das instituições que ficariam responsáveis pelo trabalho prático-operacional e pelo fornecimento de local adequado para a fundação da associação. Assim foi proposto o Colégio Pedro II por razão simbólica. Do mesmo modo os colegas da UFRRJ se apresentaram com a possibilidade de acolher o evento de fundação com infra-estrutura institucional. Localmente, na cidade escolhida para a fundação, foi constituída uma comissão de apoio local com a finalidade de elaborar uma programação para o evento de fundação, dado que tal tarefa implicou em conversar com as pessoas das instituições que ofereceram as condições materiais para o evento de fundação, no caso, a UFRRJ e o Colégio Pedro II. Assim que a programação foi concluída, foi apresentada no grupo virtual para deliberação e aprovada. Portanto, todos os que fazem parte do grupo virtual, em princípio, constituem os organizadores, os autores da concepção e os responsáveis pela fundação da associação, ainda que a inciativa da associação tenha nascido de um projeto proposto à discussão e à aceitação voluntária, ainda que nem todos tenham oferecido contribuições diretas e específicas, ainda que nem todos tenham assumido tarefas e responsabilidades de coordenação dos debates sobre aspectos da organização da associação e ainda que nem todos tenham assumido funções práticas de organização do evento de fundação. As funções de operacionalização prática do evento de fundação (dos debates e, principalmente, da Assembleia de Fundação da associação) ficaram sob a responsabilidade dos colegas das instituições que forneceram as condições institucionais e materiais para a fundação da associação, com o apoio, mais uma vez, voluntário, de quem se dispôs a ajudar. Todas as contribuições para a organização e fundação da associação tem sido enviadas diretamente ao grupo virtual e neste âmbito discutidas, apreciadas e deliberadas. (...)".

    1. Congregar os profissionais que atuem no ensino ou pesquisem sobre o ensino das Ciências Sociais/Sociologia, em todos os níveis e segmentos deste setor, a saber: educação básica, graduação e pós-graduação;
    2. Apoiar os eventos e fóruns dedicados ao ensino e a pesquisa do ensino das Ciências Sociais/Sociologia, em todo o território nacional;
    3. Discutir a formulação, implementação, execução e avaliação de políticas públicas de educação, sobretudo, as voltadas ao ensino das Ciências Sociais/Sociologia, e posicionar–se em relação a elas;
    4. Promover o diálogo entre as ciências de referência, (Antropologia, Ciência Política e Sociologia) a educação e áreas afins, com vistas ao desenvolvimento do ensino das Ciências Sociais, estimulando os seus membros a participarem e contribuírem em diferentes fóruns, associações científicas e demais eventos que tratem de assuntos relativos ao ensino das Ciências Sociais/Sociologia;
    5. Zelar pelos interesses comuns de seus associados no que concerne às atividades do ensino de Ciências Sociais/Sociologia nas suas variadas dimensões;
    6. Atuar na obtenção de recursos para o desenvolvimento de atividades relevantes para a área, em especial nos âmbitos do ensino, da pesquisa, desenvolvimento e formação;
    7. Apoiar e dispor de veículos de divulgação da produção didático–científica da área;
    8. Apoiar e promover a formação dos profissionais que atuam no ensino de Ciências Sociais/Sociologia em todos os níveis, modalidades e segmentos de ensino;
    9. Apoiar e promover a pesquisa acerca do ensino das Ciências Sociais/Sociologia, em todas as temáticas, abordagens e paradigmas de interesse de seus membros;
    10. Estimular a parceria, o diálogo local, regional, nacional e internacional, bem como a solidariedade entre os diferentes segmentos sociais, participando com outras organizações de atividades que visem a interesses comuns;
    11. Subsidiar e divulgar a pesquisa educacional vinculada ao ensino das Ciências Socais/Sociologia no âmbito das universidades e instituições de pesquisa;
    12. Atuar como fórum de debates, contribuindo para uma avaliação sistemática e fundamentada das ações realizadas no setor e posicionar–se em defesa do interesse público encaminhando propostas e sugestões a órgãos que efetivam políticas públicas ou ações de formação, pesquisa e ensino das Ciências Sociais/Sociologia ;
    13. Promover o contato entre as instituições de ensino superior e as de ensino fundamental e médio visando à troca de experiências educacionais entre elas;
    14. Apoiar o desenvolvimento da educação em geral na sociedade brasileira, contribuindo para o seu aprimoramento democrático;
    * * *

    A ABECS é um sindicato?

    - Manter um site (ou portal) onde todos podem se referir e postar suas questões, discutir, encontrar materiais de


    apoio, etc.



    - Criar a revista (eletrônica) para publicizar a produção relacionada ao ensino das ciências sociais.



    - Propiciar apoio logístico junto a órgãos estaduais e federais para a realização de eventos e outras questões



     que forem necessárias



    - Manter relação com a demais Sociedades/Associações científicas (SBS-ABCP-ABAS) e outras de Ensino


    (Filosofia, Geografia, História, etc. ), bem como com os Sindicatos nos



    níveis regional e nacional, esclarecendo que se propõe uma atuação complementar a estas organizações.


    O que são Unidades Regionais e como constituí-las?
    O projeto ABECS prevê originalmente ser uma estrutura administrativa pequena e ágil no nível nacional e criar Unidades Regionais, que tenham maior presença na vida dos professores e possam atuar mais diretamente nas questões que surgirem. Em muitos estados será possível criar mais de uma Unidade Regional, devido ao número de universidades e escolas do ensino médio emesmo levando em conta a diversidade regional e a questão espacial. A ideia é que as Unidades Regionais sejam autônomas epossam trabalhar sem o controle nacional e com muita independência, pois que as ações da ABECS deverão ser locais e de interesse local e/ ou nacional. A ABECS, como associação científica, logo, associação civil, prevê um trabalho administrativo descentralizado, enraizado localmente, e por iniciativa dos próprios associados. Portanto, as Unidades Regionais serão criadas onde os associados de cada localidade decidirem por iniciativa e esforço próprio. Não haverá imposição e decisões "de cima pra baixo", a não ser no que se refere ao estatuto da associação, que será válido para todos os associados e, portanto, para todas as Unidades Regionais. Às Unidades Regionais, como instância de ação da ABECS, cabem definir como implementar os objetivos da associação. A direção da associação, em nível nacional, será constituída por sistema colegiado com a participação de representantes de cada Unidade Regional. Para constituir uma Unidade Regional os associados deverão se reunir em suas localidades, discutirem os objetivos da associação e um plano de ações e, por fim, proporem sua criação de acordo com o que for estipulado em estatuto."

    Fonte: http://sociologiaemteste.blogspot.com.br/2012/05/sobre-abecs.html

    * * *
    Mestrado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina/PR.

    Nova linha de pesquisa "Ensino de Sociologia" que possui como ementa:
    Esta linha de pesquisa desenvolve estudos sobre as dimensões sociais, políticas e culturais dos processos de ensino das ciências sociais/sociologia, concentrando-se nas seguintes temáticas: 1) o ensino de sociologia na Educação Básica (compreendendo todos os níveis e modalidades); 2) o ensino religioso (ER) no ensino fundamental; 3) o ensino de Ciências Sociais (Antropologia, Ciência Política e Sociologia) na educação superior e na pós-graduação; 4) a formação do cientista social; 5) a formação do professor de sociologia para a educação básica; 6) conteúdos, metodologias, currículos e epistemologias do ensino de Ciências sociais, das religiões e da sociologia para a educação básica.

    TÓPICOS

    Escola e currículo;
    Proposta das Ciências Sociais (trabalho, desigualdades, etnicidades, gênero, juventude, Estado e política educacional);
    Metodologia de Ensino e Formação do Cientista Social;
    Análise de dados para o ensino de Ciências Sociais;
    A inserção das Ciências Sociais na formação universitária;
    Ensino Religioso

    Para maiores informações veja o folder e acesse o sítio: