20 dezembro, 2013

26 setembro, 2013

Ciências Sociais: Terra de Ninguém!

Com esse título dramático podemos causar muitas sensações, mas os leitores verão que realmente é adequado ao assunto que vamos tratar.
Nosso tema: Concurso Público Federal para ingresso na Carreira Docente. Mais especificamente, concurso para ingresso em Departamentos de Sociologia, de Antropologia ou de Ciência Política.
O que temos assistido ultimamente, nesse domínio, causa espécie de repugnância de efeitos biliares.
Recentemente testemunhamos uma discussão entre colegas de um departamento "acadêmico" lotados em uma unidade da federação, que através de e.mails abertos tratavam da confecção do Edital Público, sobre o qual decidiriam, em assembleia pública, os critérios para inscrição de candidatos.
Pois bem, em uma semana, em debates nessa lista de correio eletrônico assistimos, os tais colegas, defenderem quase que unanimemente que o tal Edital deveria ser aberto à inscrição de candidatos formados em qualquer área afim das Ciências Humanas e Sociais: graduação, mestrado e doutorado.
Muitos dos colegas chegaram a lembrar suas graduações em cursos os mais diferentes: teologia, filosofia, medicina, psicologia, serviço social, história, pedagogia, etc.
Perguntamos: Um profissional desse que se forma em cursos tão diferentes, como poderá exercer com competência a docência em Curso de Graduação de Sociologia, Antropologia, Política ou Ciências Sociais? Francamente, terá alguma eficácia pedagógica ou profissional?
Meus caros, será que defender que os docentes de uma instituição de ensino federal sejam formados nos cursos em que lecionam, é defender uma posição "corporativista"?
Amigos leitores desse blog, vejam a situação dos Cursos de Ciências Sociais nessas Instituições de Ensino Superior nas quais aceitam uma situação dessas: todos são de qualidade sofrível! São cursos em que reina uma verdadeira mixórdia de disciplinas desconexas, fragmentadas, tontas e tolas. E mais: O índice de evasão de estudantes nesses cursos chega à mais de 80%!
Qual a explicação disso? É o resultado dessa permissividade total de aventureiros "intelectuais" do suposto saber de tudo, que lecionam nesses cursos. Eis uma autêntica "Terra de Ninguém", em que não se sabe para onde correr. Triste sina de estudantes iludidos por apresentações curriculares edulcoradas e carregadas de promessas vãs: prometem oferecer e ensinar o "pensamento crítico". Mas o que recebem são fragmentos desconexos, embaralhados, entre os quais se sentem perdidos e à deriva!
Estudantes secundaristas, atenção! Cuidado com esses Cursos de Ciências Sociais nos quais se permitem lecionar professores formados em qualquer graduação!
Há mais de 30 anos atrás ainda se podia entender que pudessem abrir os concursos dessa forma - quando até os intelectuais e teóricos consagrados nas Ciências Sociais provinham de formações diversas - mas continuar com essa postura até hoje, depois de já possuirmos cursos de Ciências Sociais há mais de 30 anos, é o cúmulo da irresponsabilidade.
Sempre lembramos aqui de Maurício Tragtemberg: não será isso também mais uma demonstração da virulência da "delinquência acadêmica" recalcitrante?

24 junho, 2013

Profissão Antropólogo?

Profissão Antropólogo - Debate
ABA colabora para as discussões sobre a profissionalização do Antropólogo.
 
Será realizado em Florianópolis na próxima quinta-feira mais um encontro para discutir a regulamentação da profissão do antropólogo, assim como a regulamentação proposta para a Ética na pesquisa. O encontro terá a presença da presidente da ABA e do Coordenador do Comitê de Regulamentação da Profissão de Antropólogo, Henyo Trindade Barretto Filho. Henyo, juntamente com Marcia Anita Sprandel, vice Coordenadora do Comitê Migrações e Deslocamentos, Marco Paulo Fróes Schettino, do MPF e Roberto Almeida, associado efetivo, participaram da Mesa 3 - Perspectivas de regulamentação da profissão antropólogo no Brasil, ocorrida durante o evento, "Conversas da Kata" na UnB. Confira a programação em http://www.mediafire.com/view/?de4426e3g0sqgs1.

Depois da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
Henyo ainda ministrará palestras sobre o assunto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA)  em junho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em agosto. Em breve divulgaremos a programação, com data e local destas atividades.

Mais informações no site da ABA:
Em São Luís/Ma:

Registro Profissional do Sociólogo

REGISTRO PROFISSIONAL - DRT

Documentação necessária para efetuar o Registro profissional de sociólogo/a, conforme Lei 6888/80 e Decreto 89531/84.
 
- Cópia simples de seus diplomas de bacharel devidamente registrado no MEC, frente e verso acompanhado do original que deve ser verificado pelo próprio funcionário da DRT;
- Cópia da CTPS da página da foto e do verso, da qualificação pessoal, bem como a própria carteira original para ser conferida;
- Cópias do RG e do CPF, cópias simples acompanhados dos originais, para serem conferidos na hora pelo funcionário encarregado.
- Preencher um requerimento fornecido pela DRT da sua Cidade ou Região.
- Comprovante de residência.
 
Consulte a Delegacia Regional do Trabalho - DRT mais próxima de sua residência no caminho: http://portal.mte.gov.br/postos/
 
Consulte também a página: