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12 setembro, 2014

Lição Certa

SOCIÓLOGOS AVALIAM PAPEL DAS CIÊNCIAS HUMANAS NO CURRÍCULO ESCOLAR

Em resposta ao editorial “Lição errada”, que diz repeito ao aumento da carga horária de filosofia, sociologia e artes no currículo do ensino médio no Estado de São Paulo, a Federação Nacional dos Sociólogos (FNS) tem esclarecimentos a fazer.
O editorial ataca, de forma gratuita e preconceituosa, a sociologia e outras ciências humanas. Do ponto de vista objetivo, baseado em que pressupostos o texto afirma que incluir (conforme determinado por lei) ou aumentar as cargas horárias de sociologia, filosofia ou artes sejam “experimentalismos duvidosos”, e “matemática e português” sejam disciplinas “estruturantes”?
Para efeitos de uma formação que privilegie a construção da cidadania e a despeito da atual formação instrumental, utilitarista e individualista que visa apenas o mercado e o sucesso individual, acreditamos que sociologia, filosofia ou artes devem ter primazia ou importância equivalente.
Historicamente, a educação nunca foi prioridade no Brasil. De um modo geral, o modelo educacional brasileiro que conhecemos hoje é remanescente do imposto nos anos 1960 pela ditadura militar, em que as ciências humanas gradativamente foram perdendo espaço na grade curricular do sistema educacional em nível de educação básica e média, tanto no ensino público quanto no privado.
Mais recentemente –década de 1990–, as ciências humanas passaram por outras medidas de caráter restritivo, impostas pelo modelo americano. Influenciados pelas ideais de uma educação meramente utilitária e tecnicista, os currículos foram adaptados para assegurar uma formação que privilegiasse as disciplinas instrumentais, em detrimento de conteúdos voltados para uma formação cidadã e humanista, incompatíveis, antes, com o regime autoritário e, agora, com o neoliberal.
No campo da educação, prevalece o discurso que privilegia o ensino e a pesquisa inter ou transdisciplinar. Do ponto de vista epistemológico, o sujeito pós-moderno opõe-se aos grandes modelos teóricos.
A atuação política pós-moderna desqualifica e dissimula a ação política tradicional (Estado, partidos políticos, sindicatos, movimentos populares etc.), preferindo atuar por meio de ações voluntárias de ONGs, bem como, nos atos mais ou menos espontâneos de grupos e/ou de sujeitos políticos protagonistas ou representantes de demandas sociais específicas ou de grupos excluídos.
Caracteriza-se por uma tendência aberta ao individualismo e ao utilitarismo escamoteados por uma espécie de hedonismo socializado pela mídia. Esvazia os conteúdos ideológicos intrínsecos ao campo político e reduz o papel do Estado a mero financiador ou prestador de serviços públicos. Nesse contexto é que se inserem as interpretações sobre os fatos históricos e os acontecimentos políticos ou sociais na atualidade.
A criminalização de setores do movimento social, de um lado, e as recentes –e, por que não dizer, históricas– respostas violentas às reivindicações sociais e populares mostram que as alternativas autoritárias ainda resistem e seduzem setores insatisfeitos com as respostas oferecidas pela política tradicional e os relativismos estabelecidos pela pós-modernidade.
Não é sem motivo que nos lugares tradicionais de conflito e competição –trabalho, política, moral, sexualidade, cultura–, em que inexistem limites definidos ou claros, é que encontramos a crise instalada nessas sociedades.
As diversas crises –econômica, étnica, político-ideológica, entre outras– que encerraram o século 20 e inauguram o 21 demonstram de modo incontestável o esgotamento dos modelos liberais ocidentais, a despeito dos sofismas neoliberais reacionários.
É nessse contexto que o aumento da carga horária de filosofia, sociologia e artes no Estado de São Paulo se insere e reflete a urgência de se pensar uma sociedade mais humana e cidadã onde os jovens, integrantes do ensino médio, serão os protagonistas desse novo modelo.


Ricardo Antunes de Abreu é presidente da Federação Nacional dos Sociólogos (FNS) e Mario Miranda Antonio Junior é sociólogo e consultor da FNS

27 julho, 2014

CIÊNCIA SOCIAL PARA O SÉCULO XXI


4º SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR EM SOCIOLOGIA E DIREITO
Tema: E AGORA, BRASIL?
15 e 16 de Outubro de 2014
Faculdade de Direito - Universidade Federal Fluminense
PROPOSTA DE GRUPO DE TRABALHO
 
CIÊNCIA SOCIAL PARA O SÉCULO XXI: os cursos de licenciatura em Ciências Sociais na atualidade.
Coordenação: Alexandre Fernandes Corrêa (UFRJ Macaé) e Nilton Soares de Souza Neto (Faculdade Paraíso SG).

EMENTA: A proposta deste GT circunscreve-se ao debate atual acerca das metamorfoses no mundo do saber e das conseqüências epistemológicas dessas transformações, especialmente no que se refere aos seus impactos sobre a lógica da transmissão do legado da cultura sociológica para as novas gerações. Wallerstein (2002) tem nos apresentado as principais características da formação histórica do sistema-mundo, indicando aspectos da aceleração do processo de globalização tecnológica e econômica, assim como da chamada mundialização. Esta última nos interessa mais especialmente ao tratarmos das transformações atuais do sistema educacional. Sem dúvida que os impactos dessas transformações recentes, advindas e consolidadas desde a década de 1990 do século XX, têm conseqüências importantes para as estruturas do saber estabelecidas. Nesse sentido consideramos a sugestiva provocação do autor estadunidense ao intitular sua reflexão sob o manto enigmático: O Fim do Mundo como o Concebemos. Constatamos que nesse contexto os cânones clássicos do conhecimento e da ciência têm sido abalados por constantes sismos epistemológicos. Os impactos desse processo global/mundial ainda não produziram todos os seus efeitos potenciais. Nosso convite é para um debate em que se pretende detectar aspectos dessas transformações no espaço sócio-educacional das licenciaturas em Ciências Sociais, respondendo algumas dessas questões: a) Como os currículos de graduação dão conta das novas exigências da contemporaneidade? b) Quais as possibilidades de inovação e conservação das matrizes teóricas e disciplinares canônicas? c) As licenciaturas devem replicar o currículo do bacharelado incluindo apenas as disciplinas pedagógicas? d) É possível criar uma nova forma de transmissão da cultura sociológica específica e peculiar ao ensino? e) De que modo a promoção da cultura sociológica contribui para a recuperação das Humanidades num contexto de predomínio da tecno-ciência?
JUSTIFICATIVA: A sugestão desse GT adveio de uma reflexão particular relacionada a demanda pela criação por um curso de graduação em Ciências Sociais, habilitação licenciatura, no âmbito do Campus UFRJ de Macaé. Diversas consultas já foram realizadas a diferentes instituições acadêmicas e políticas desde a Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS), o Sindicato dos Sociólogos do Rio de Janeiro (SINDSERJ), a Federação Nacional dos Sociólogos (FNS), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ). Atualmente o Projeto Político Pedagógico encontra-se em fase de debate interno na Universidade Federal do Rio de Janeiro. No entanto, com o objetivo de alargar nosso entendimento da questão ligada a lógica da transmissão da cultura sociológica na sociedade contemporânea, tema desse Grupo de Trabalho, demos inicio nesse semestre a um Projeto de Pesquisa intitulado A Representação Social das Humanidades no Espaço Sócio-Educacional de Macaé/RJ (2014-2016). Nessa investigação nos apoiamos no conceito de representação social apresentado por Serge Moscovici na obra A Representação Social da Psicanálise (1978). O referido Projeto comporta pesquisa, prospecção e levantamento de dados referentes as demandas crescentes por cursos e disciplinas em Humanidades na Região Norte do Estado do Rio de Janeiro. Pretende, além disso, identificar e avaliar demandas gerais e específicas referentes as disciplinas Sociologia e Filosofia, assim como Artes e outras disciplinas em Humanidades (Ribeiro, 2001), no sistema de Ensino Médio e Superior em Macaé; considerando a legislação em vigor (LDB/1996). Dessa forma, tal Projeto de Pesquisa almeja avaliar as condições locais para implantação do conceito pleno de Universidade no Campus UFRJ Macaé, ampliando suas bases acadêmicas atuais, ao abarcar as grandes áreas do conhecimento humano. Trata-se de uma investigação que problematiza os possíveis efeitos deletérios causados pelo papel secundário atribuído a dimensão simbólica e cultural, na formação universitária local. Considerando todos esses domínios e aspectos colocados em tela, convidamos especialistas e interessados no tema a apresentarem propostas de discussão, promovendo um amplo panorama sobre a realidade presente do ensino da cultura sociológica em nossa sociedade.
Palavras-chave:
Humanidades – Ciências Sociais – Representações Sociais  – Ensino – Epistemologia – Cultura Sociológica.

24 junho, 2013

Profissão Antropólogo?

Profissão Antropólogo - Debate
ABA colabora para as discussões sobre a profissionalização do Antropólogo.
 
Será realizado em Florianópolis na próxima quinta-feira mais um encontro para discutir a regulamentação da profissão do antropólogo, assim como a regulamentação proposta para a Ética na pesquisa. O encontro terá a presença da presidente da ABA e do Coordenador do Comitê de Regulamentação da Profissão de Antropólogo, Henyo Trindade Barretto Filho. Henyo, juntamente com Marcia Anita Sprandel, vice Coordenadora do Comitê Migrações e Deslocamentos, Marco Paulo Fróes Schettino, do MPF e Roberto Almeida, associado efetivo, participaram da Mesa 3 - Perspectivas de regulamentação da profissão antropólogo no Brasil, ocorrida durante o evento, "Conversas da Kata" na UnB. Confira a programação em http://www.mediafire.com/view/?de4426e3g0sqgs1.

Depois da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),
Henyo ainda ministrará palestras sobre o assunto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA)  em junho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em agosto. Em breve divulgaremos a programação, com data e local destas atividades.

Mais informações no site da ABA:
Em São Luís/Ma:

19 dezembro, 2012

Conselho Federal de Ciências Sociais?

Sociólogos divergem sobre criação de Conselho Federal de Ciências Sociais


Enquanto a Federação Nacional dos Sociólogos defende um órgão único para acompanhar o exercício profissional de sociólogos, antropólogos e cientistas políticos, alguns sindicatos discordam da necessidade de um conselho interdisciplinar. Tema foi discutido em audiência pública na Comissão de Trabalho.

Para o presidente da federação dos sociólogos, Ricardo Antunes, a luta por um conselho voltado às Ciências Sociais tem mais força política do que um eventual encaminhamento por categoria. Antunes argumenta que a criação de um órgão único poderia auxiliar, inclusive, a regulamentação das profissões de antropólogo e cientista político.

Hoje apenas os sociólogos têm o exercício profissional regulamentado e, mesmo assim, enfrentam problemas, segundo Antunes.

"Com a criação do nosso conselho, a gente quer a garantia e ampliação do nosso mercado de trabalho. Existe muito trabalho hoje de pesquisa e diagnóstico que está sendo feito por outros profissionais que não têm a competência, que não estudaram as disciplinas que orientam nosso curso e que nos permitem coletar dados, analisar informação, criar indicadores sociais."

Mas o presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado do Rio de Janeiro, Nilton de Souza Neto, discorda. Ele avalia que a criação de um Conselho Federal de Ciências Sociais diluiria a identidade profissional de cada categoria.

"A área de Ciências Sociais é uma área temática do conhecimento dentro da universidade. Não está identificada como profissão. (...) Você tem um momento em que a Sociologia está se consolidando como profissão no meio privado e estatal e não meramente universitário. E, nesse momento de consolidação, que seria uma oportunidade de discutir uma proposta de criação de seu próprio conselho, vem uma proposta sem base de discussão ampliada, em que se pode prejudicar e diluir a identidade da Sociologia para uma abstração chamada Ciências Sociais, que nem a Antropologia e acredito que a Ciência Política se veem representadas nessa proposta."

As associações brasileiras de Ciências Políticas e de Antropologia foram convidadas para o debate, mas não mandaram representantes.

O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Sebastião Bala Rocha, do PDT do Amapá, informou que o colegiado tentará ajudar na construção de um consenso entre sociólogos, antropólogos e cientistas políticos.

Ele avalia que a criação de conselhos não apenas fortalece as profissões como traz benefícios à sociedade, ao fiscalizar e cobrar o correto exercício profissional.

A criação de conselhos profissionais deve ser feita por projeto de lei encaminhado ao Congresso pelo Executivo. Ainda não há proposta nesse sentido. A Federação Nacional dos Sociólogos faz uma abaixo-assinado virtual para encaminhar ao governo a reivindicação.

De Brasília, Ana Raquel Macedo

FONTE: CÂMARA – NOTÍCIAS
(www2.camara.leg.br/camaranoticias/radio/materias/ULTIMAS-NOTICIAS/432986-SOCIOLOGOS-DIVERGEM-SOBRE-CRIACAO-DE-CONSELHO-FEDERAL-DE-CIENCIAS-SOCIAIS.html)

22 novembro, 2012

SOCIOLOGIA EM REDE


LINKS – Endereços de Portais e Blogs sobre SOCIOLOGIA:

- Acessa sociologia - http://acessasociologia.zip.net/

- Biblioteca Virtual das Ciências Sociais – Florestan Fernandes
 http://bivcs.blogspot.com/?zx=117adb6ed7776cb0

- Blog de Ricardo Festi - http://ricardofesti.blogspot.com.br/

- Blog de Roberto Mosca Jr. -  http://robertomoscajunior1972.wordpress.com/

- Café com Sociologia - http://www.cafecomsociologia.com/

- Centro de Referência virtual do Professor – Minas Gerais
http://crv.educacao.mg.gov.br/SISTEMA_CRV/index2.aspx??id_objeto=23967 

- Ciência Social Ceará - http://cienciasocialceara.blogspot.com/

- Circulo Brasileiro de Sociologia - http://circulobrasileirodesociologia.blogspot.com/

- Colégio D. Pedro II – Departamento de Sociologia -
 http://www.cp2.g12.br/UAs/se/departamentos/sociologia/index.html

- Comunidade Virtual de Antropologia - http://www.antropologia.com.br/

- Dicionário de sociologia - http://www.prof2000.pt/users/dicsoc/

- Ensino de sociologia -  https://ensinosociologia.milharal.org/

- Estágio: Ensino de sociologia - http://pimentalab.net/blogs/estagio1/sobre-o-site/

- Hemeroteca digital brasileira - http://hemerotecadigital.bn.br/

- Informe e crítica - http://informecritica.blogspot.com/

- Laboratório de Ensino de Sociologia (LES) – USP - http://www.ensinosociologia.fflch.usp.br/

- Laboratório de Ensino de Sociologia Florestan Fernandes - UFRJ
 http://www.labes.fe.ufrj.br/

- LEFIS – Laboratório interdisciplinar de ensino de Filosofia e Sociologia: http://www.sed.sc.gov.br/lefis/

- Mangue Sociológico - http://manguevirtual.blogspot.com/

- Mutirão de Sociologia - http://www.mutiraodesociologia.com.br/

- Oficina Sociológica - http://oficinasociologica.blogspot.com/

- Professores de Sociologia do Ceará: http://sociologiaceara.blogspot.com/

- Que Cazzo é Esse?!! - http://quecazzo.blogspot.com/


- Sociologia do Professor Denis Wesley
http://aprendendoapensarcomasociologia.wordpress.com/

- Sociologia em rede - http://sociologiaemrede.ning.com/

- Sociologia em Teste - http://sociologiaemteste.blogspot.com/


- Sociologia Extreme - http://sociologiaextreme.blogspot.com/ -